domingo, 12 de agosto de 2012

Fé em Deus, pé na tábua!



Finalmente, cá estou. Urbana, IL., USA, deixou de ser um futuro distante, ainda quando muito perto, para se tornar minha nova casa. Mas pra ser muito sincera, estou buscando palavras para "encher linguiça", porque não faço ideia por onde devo começar. São tantos acontecimentos... Há tanto a ser relatado... Eu poderia começar pelo embarque, pelas lágrimas da despedida no aeroporto, que começaram no caminho para ele, meses antes da minha vinda. Pela chegada em Chicago, eu sentada no chão da fila para a imigração procurando desesperadamente meu I-20 (documento enviado pela Universidade que comprova que vou estudar e sem o qual NÃO entro no país, já que meu visto é de estudante) - eventualmente lembrei que havia guardado tão bem guardado na carteira que nem eu me lembrava onde estava... ou poderia também falar da minha mala que não vinha nunca e a esteira chegou a parar de rodar para finalmente retornar e "cuspir" minha mala, que no caminho de Chicago para Champaign foi inspecionada e chegou aqui toda cheia de fita, parecendo que tinha se acidentado, tadinha, como também toda revirada, claro. Também poderia contar dos 3 andares de escadas que tive que subir ao chegar em Urbana, com todas as malinhas hiper pesadas, o que me causou uma dor de coluna que até hoje não foi curada, e que 2 dias depois os mesmos 3 andares foram descidos com as mesmas malas, já que o apartamento foi uma surpresa infeliz e decidimos nos mudar. Poderia contar das peripécias minhas e da minha roommate para tentar mobiliar o novo AP, que não tem nem cama... nossas dormidas no chão, nossas idas e vindas cheias de sacolas, vassoura, balde e computador no busu... ventilador que veio com defeito, compras que foram esquecidas no mercado... ufa! Bom, mas nada disso interessa, né? Na verdade, o que quero falar mesmo, é que um segundo longe de quem amamos já dói. Saudade é cruel, não importa o quão novo tudo seja, o momento mais divertido queremos dividir, e no mais triste, queremos um abraço. No momento de dúvida, queremos palpite e no de desespero, consolo. No momento de pouca luz queremos conselho, e no de cansaço, carinho. Queremos estar perto. Mas é importante lembrarmos que há um propósito e que não estamos sós. Que também nos querem, e que sentir é sinal de que estamos vivos.
Prometo que no próximo post conto as coisas legais daqui, mas não prometo que não haverá deslizes e desabafos. Ah, pra quem está acompanhando a saga: comprei um colchão de ar! Não durmo mais no chão! Minha compra da cama box não deu certo, mas vou amanhã tentar comprar na loja mesmo. Torçam aí!   

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Boa sorte!


Aqui estou eu, malas (quase) prontas, para mudar completamente de vida, de casa, de país, até mesmo de manias, quem sabe? Cheia de expectativas, de ansiedade, de curiosidade e de medo, sim, como não? O desconhecido sempre causa uma certa insegurança. Mas nem por um momento pestanejei. Nem por um, sequer. Gosto da ideia de me lançar rumo ao que é novo. E se existe alguém lendo isso que ainda não saiba, vamos lá, mais uma vez: em duas semanas, a essa hora, estarei iniciando a minha viagem com destino a minha nova casa, em Urbana, Illinois, Estados Unidos, onde farei o meu doutorado em Literatura Brasileira. Então, por no mínimo quatro anos, residirei lá, e passarei as férias aqui, em "casa", no aconchego da família e de amigos. Dessa forma, criei mais esse blog (alguém conhece o outro - natassiaguedes.blogspot.com ?) para que possam, caso queiram, acompanhar minhas peripécias mundo afora. Boa sorte para mim, boa sorte para nós! Estou (quase) pronta.